Não vivo mais sem o calor dos teus cabelos...
Ah, e quem dera eu tê-los!
Para afogar-me a fronte
Nas madeixas e cachos insontes:
Afogo-me neles sem entendê-los.
Não enxergo mais sem o vislumbre da tua face...
Ah, olho-a e algo aqui nasce!
E sinto-me de forma diferente,
Sinto querer-te eternamente
Sem o medo e sem disfarce.
Não respiro mais sem que o aroma me sufoque...
Ah, quero guardá-la qual estoque!
E não venderei nenhuma peça!
Vou usá-los sem nenhuma pressa
Até o dia em que tua mão me enforque.
Não oiço mais sem a ondulação da tua voz...
Ah, quero estar com ela a sós!
E tocá-la co’os ouvidos
Em meus leitos aquecidos
Até que a morte venha a nós.
Não sinto mais sem o sabor dos teus beijos...
Ah, tê-los às margens do Tejo!
É como viver num paraíso
Co’a face absorta num sorriso,
Unindo n’alma amor e desejo!
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