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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Paranóia

Sou poeta jovial. Hoje o percebo.
Não que não o tivesse feito antes,
Mas só agora a mente aperfeiçoou-se
No meu reconhecimento pleno.


Minha imagem aparece em vidros
Que não refletem,
E julgo ter a sanidade sido levada por
Algum histrião metido à besta.


Por isso tenho medo de olhar novamente
Num espelho qualquer,
Pois receio incessantemente que meu reflexo
Ouse roubar-me algo mais que a imagem.

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