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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Algo que me faz pensar

Sinto falta. Sabe do quê? Da filosofia. Do pensamento livre. Da liberdade como deveria ser. Sinto falta da poesia, das palavras belas jogadas ao vento, dos jovens nos ouvidos das moças recitando seus pobres versos sem esperança alguma. Sinto falta do mundo, ora essa! Da música, da cultura, da vida que eu gostaria de ter. Não vejo meu país, minha terra, mais nada! Sinto falta de pensar em algo que nos traga à luz. Daquilo nos aguce a mente, que nos faça discutir pelo prazer de discutir. Sinto de contar histórias para mentes atentas, de ouvidos atentos.
Sinto falta. Sabe do quê? da filosofia.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Símbolos

Olho o pélago fundo e me vejo
De estilhaços e pedaços do ser,
O que quero da morte, em vida não posso ter
Afogo-me na agueira do rio Tejo.

Perco-me no pensar dum mortal
Em meu ser, vem de onde
Este som incerto do teu bonde...
Da tua elevação caio abismal

P’los versos feitos, tão cálidos
Em sua formação sem fonema..
Na tua face há um emblema
Que retira a cor dos semblantes pálidos.

Pensamento enfermo de minha rigidez...
Oiço as canções de todas as flautas
De notas musicais que vêm em maltas..
Tu és a ‘Sofia’ que não sabe o português.

Paranóia

Sou poeta jovial. Hoje o percebo.
Não que não o tivesse feito antes,
Mas só agora a mente aperfeiçoou-se
No meu reconhecimento pleno.


Minha imagem aparece em vidros
Que não refletem,
E julgo ter a sanidade sido levada por
Algum histrião metido à besta.


Por isso tenho medo de olhar novamente
Num espelho qualquer,
Pois receio incessantemente que meu reflexo
Ouse roubar-me algo mais que a imagem.

Antigo

Antigamente era melhor. Havia a sutileza, dom místico de deuses antigos.
Antigamente era mais belo. Lá continha arte nas paredes dos museus, embora hoje a única arte seja aquela escrita de aerossol na selva de pedra.
Antigamente era o respeito que reinava sobre a mocidade para com idosos,
Onde não havia ‘coroa’.
Antigamente era mais calmo. Época esta em que quisera eu viajar em ares sem perder as asas do pássaro.
Antigamente era... Sei lá eu como era antigamente! Não vivi em tempos tão distantes da consciência.
Mas antigamente é antigamente.