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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Às Senhoras

“Ó jovial rapaz do qual me reparo.

Quem me dera ter a tua agilidade!

O desejo de crescer foi-me caro

No âmbito da mais jovem idade.”



“Nobre senhora, não lamenta teus desejos.

Os fizera, pois desconhece o futuro!

Presenciou os mais fúlgidos pelejos

Co’a alma sidérea sem sucumbir ao escuro.”



“Teu discurso é doce como a lua,

Mas não conforta esta senhora

Que caminha erma por esta rua

E seu coração tam pobre chora.”



“Não entristeça com a tua solidão.

Este servo prefere é a tua sabedoria

A andar em meio a esta velha escuridão

Lépido com a mais jovem euforia.”

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